Plano de aula com BNCC – história 1º ano: ATIVIDADE 1 – CONHECENDO A ESCOLA


ATIVIDADE 1 – CONHECENDO A ESCOLA

TURMA: 1º ano

UNIDADE TEMÁTICA: Mundo pessoal: eu, meu grupo social e meu tempo
Esta Unidade Temática desenvolve no estudante a ideia de pertencimento aos
espaços e grupos sociais com os quais convive em seu dia a dia, leva-o a conhecer
o mundo no qual está inserido e aprender acerca das relações interpessoais como
parte do processo que contribui para o desenvolvimento da personalidade de cada
um para o convívio em sociedade

OBJETO DE CONHECIMENTO: A escola, sua representação espacial, sua
história e seu papel na comunidade.
Este Objeto de Conhecimento proporciona o aprendizado acerca da importância da
escola enquanto espaço físico e simbólico na sociedade na qual está inserida.

CONTEÚDOS: Apresentar os espaços da escola (diretoria, biblioteca,
laboratório, etc.) e o significado de cada um deles.
Este conteúdo proporciona a oportunidade de os estudantes conhecerem melhor
os espaços físicos de sua escola e as pessoas responsáveis por seu
funcionamento.

HABILIDADES:
(EF01HI09PE) – Reconhecer e discutir o papel da escola para a construção da
cidadania, bem como o significado das comemorações e festas escolares,
diferenciando-as das datas festivas comemoradas no âmbito familiar ou da
comunidade.

TEMPO PEDAGÓGICO: uma aula
RECURSOS:
* Quadro-negro;
* Caneta para o quadro.

OBJETIVO DA ATIVIDADE:
Proporcionar aos estudantes a oportunidade de conhecerem os espaços
pertencentes à escola em que estudam, as pessoas que nela trabalham, seus
nomes, suas funções e as formas de tratamento a elas devidas, desenvolvendo
assim a conscientização acerca da necessidade de se respeitar os funcionários da
escola num processo de construção de uma formação cidadã.

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SUGESTÃO DE ATIVIDADE:

1 O professor deve comunicar à gestão da escola e aos demais funcionários
acerca da atividade a ser realizada;
2 Organizar os estudantes em grupos de 4 ou 5 pessoas;
3 Conduzir os estudantes a conhecerem os espaços físicos da escola,
começando pela sala do(a) gestor(a) e seguindo pelos demais ambientes da
escola;
4 Em cada lugar a que chegarem, o professor deve cumprimentar os
funcionários, chamando-os pelo nome e em seguida fazer as devidas
apresentações: apresentar os estudantes aos funcionários e os funcionários
aos estudantes, dando a estes a oportunidade de também cumprimentar os
funcionários chamando-os por seu nome;
5 Cabe ao professor explicar aos estudantes a função que cada funcionário
exerce e sua importância para o funcionamento da escola, lembrando sempre
de enfatizar o nome de cada funcionário e atividade que exerce para que os
estudantes não esqueçam;
6 De volta à sala de aula, o professor vai para o quadro e escreve o nome de
cada local visitado e pede para que a turma diga o nome de cada funcionário
e sua atribuição. Á medida que a turma for respondendo, o professor escreve
no quadro;
7 A atividade é finalizada com uma salva de palmas para a escola, para os
funcionários e para a turma participante.

TEXTO DE APOIO:
A MINHA ESCOLA É COMO UMA PRAÇA E TAMBÉM COMO UM JARDIM
por Eduardo Sá
https://www.eduardosa.com/blog/a-escola-toda/a-minha-escola-%C3%A9-como-uma-pra%C3%A7a/



1. Na verdade, nada é tão linear como parece. Nem as crianças são pequenas,
nem os seus pais crescidos, como aparentam. Elas nem sempre crescem. E eles
voltam, por dentro, muitas vezes, para trás. Com o tempo há quem se
torne jovem. E quem, entre as oportunidades que tem para crescer, vacile e
envelheça. Com o tempo, há quem se torne ingênuo e sábio, arrebatado, amável,
terno ou buliçoso. E quem azede, adoçando a ira de euforia. Com o tempo há
quem – de cada vez que muda queira começar do zero (como quem deixa de si
quase tudo para trás). E há quem recrie tudo o que sabe, nunca partindo sem
que leve aquilo que os outros teimam em deixar. Para quem envelhece nada é
eterno. Para quem se recria tudo é para sempre. Quem envelhece morre todos
os dias, um pouco mais. Quem se recria torna-se jovem, sempre que aprende.

2. Na verdade, nada é tão linear como parece. E é por isso que eu imagino que,
um dia, a escola deixe as linhas direitas e se desarrume um bocadinho. E mais
pareça uma praça muito grande, onde, a par de todas as matérias que as crianças

tenham de aprender, haja um senhor, com bigodes retorcidos e rosetas
afogueadas, tomando conta do sorriso, que as torne brincadoras. E lhes explique
– devagarinho, se for preciso – que brincar é aprender. As crianças deviam ter
recreios de compensação até que aprendessem a brincar. E ninguém as devia
largar enquanto não abafassem berlindes, jogassem ao lenço ou à macaca,
porque primeiro liga-se o corpo e aquilo que se sente e, só depois, o que se sabe
com tudo o que se aprende. É por isso, certamente, que, ao contrário dos
sabichões, os sábios nunca são enfadonhos. E um dia, para além da história que
vem nos compêndios que cheiram bem, a D. Perpétua, que distribui graçolas com
os jornais que vende, todos os dias, devia ensinar às crianças que, tão importante
como a conjugação dos verbos e a gramática, a aritmética ou a matemática, é
bom chorar no cinema, quando tem de ser. E só se aprende uma história, seja a
de um rei ou a de um peixe com memória de grilo, por exemplo, quando ela entra
por nós sem nenhum «se faz favor!?…» e fica, em parte incerta, cavaqueando
baixinho. E que o senhor do talho, que empurra o mundo com o avental, avalie
com todo o rigor se cada criança é capaz de rir até às lágrimas, antes de ousar
pegar no lápis e escrever aquilo que se acotovela na imaginação. Na verdade, o
riso é amigo do espanto. E quem não se espanta nunca aprende que um
problema é sempre muito mais importante do que qualquer solução. Ah! E se
houver um Doutor Valeroso, de óculos descaídos, que não ensine o português
antes de as crianças aprenderem a ir ao último capítulo, logo depois de passarem
pela casa da partida, será demais. Como é bom atropelar a imaginação sempre
que se adivinha! Sem nunca, mesmo nunca, confundir sonho e devaneio!
A escola é uma sala de estar. Tem de aconchegar! E precisa de explicar, ao
mesmo tempo, que compreender não é condescender. E que um professor de
verdade educa antes de ensinar e é por isso que muitos professores são, muitas
vezes, tios e, mesmo não devendo, são um bocadinho pais. A escola devia ser,
também, um banco de jardim. E devia pôr, no lugar da unicidade, a pluralidade:
diversos professores, muitos amigos, os pais num entra e sai, mais a D. Perpétua,
o senhor das rosetas e o homem do talho que educam melhor, e põem mais longe
no olhar. A escola devia ter um cantinho, para cada um. E um diretor de turma
devia dar poucas aulas. Muito poucas. E devia telefonar, a perguntar pela
constipação da Constança e devia fechar a escola, sempre que uma criança se
zangasse com ela e a abandonasse. E sempre que uma criança reprovasse duas
vezes, devia considerá-la em perigo. Não tanto a criança, mas a escola e a família
(que parecem distraídas, uma com a outra, e não a conhecem).
3. A escola é uma praça, uma sala de estar e um banco de jardim. E, com o
tempo, devia tornar ingênuos e sábios, arrebatados, amáveis, ternos ou buliçosos
todos aqueles que vacilam e envelhecem. Para quem envelhece nada é eterno.
Para quem aprende tudo é para sempre

SUGESTÃO DE FILME:
ENTRE OS MUROS DA ESCOLA (2008) – esta obra põe em questão fatores como:

a indisciplina, a postura do professor, a realidade de um sistema educacional
civilizador e a diversidade cultural que existe numa sala de aula, com alunos de
diferentes etnias (africanos, franceses, asiáticos), a desestrutura familiar, dentre
outros fatores sociais, culturais e econômicos que podem influenciar positiva ou
negativamente a formação humana. Os personagens mais importantes do filme são
jovens que buscavam os seus interesses para compreender a dinâmica mundial e
se sentirem participantes de uma sociedade.

REFERÊNCIAS:
O que o filme entre os muros da escola tem a ver com a prática escolar?
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/o-que-o-filmeentre-os-muros-da-escola-tem-a-ver-com-a-pratica-escolar/51354. Acesso em 12
de dezembro de 2018.
CASTANHO, Marisa Irene Siqueira; MARQUES, Patrícia Batista. O que é a escola
a partir do sentido construído por alunos. http://www.scielo.br/pdf/pee/v15n1/03.pdf.
Acesso em 10 de dezembro de 2018.

Tati Simões

Tati Simões

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Este post tem um comentário

  1. Amei essa aula e achei muito produtiva. Maravilhoso aprender que nos espaços da escola encontram-se pessoas os colaboradores e seus ambientes de trabalho. Com sua respectivas funções. Repassando para os alunos terem conhecimento e respeitem esses colaboradores. Obrigada Tia Tati.

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