A Arte de observar – aula de artes –


A Arte de observar

Olhar é reconstruir o real, é emancipar cores, decifrar enigmas, provocar estonteamento na mente. Não importa se o foco é uma obra de arte, um pôr do Sol, uma onda perfeita, um passo de balé, um passe de futebol, uma injustiça social, uma crise política ou a desigualdade frequentemente aceita.
O que importa é aprender a olhar o mundo através dessas muitas janelas que a leitura de imagens nos permite.

Para Peter Burker, as imagens não devem ser consideradas simples reflexos de épocas e lugares, mas sim extensões dos contextos sociais em que elas foram produzidas.

Burke cham a atenção para a interpretação visual de imagens originais, e não cópias. Toda imagem é histórica. No quadro, na foto, na escultura e até na fachada do edifício é possível ver a marca em um momento da sua produção. Portanto, para avançar no processo de analise da imagem, propomos alguns passos.

OBSERVAÇÃO:
É concebida como uma categoria sintética, por incluir todos os espaços anteriores. É a própria síntese do ato imagético, superando a simples identificação do tema, na medida em que ressalta a importância do movimento, “do eu está acontecendo”, mesmo em imagens fixas. Trata-se do movimento de quem posa ou é flagrado por um instantâneo e do movimento de quem monta a cena ou capta o “momento decisivo”

a) observação do espaço material: A imagem comporta uma série de técnicas e de objetos; também é importante dar conta de “como” foi produzida. Comporta informações sobre o material e a técnica utilizada.

b) Observação do espaço geográfico: Compreende o espaço físico representado. Tal espaço não é homogêneo, mas marcado por oposições como: campo/cidade, fundo artificial/natural, espaço interno/externo, público/privado etc.

c) Observação dos objetos: Interiores, exteriores e pessoais (incluindo as roupas). Analisa-se a lógica existente dos objetos e sua relação com a experiência vivida.

d) Observação da figuração: Compreende as pessoas e os animais retratados, a natureza do espaço (feminino/masculino, infantil/adulto) a hierarquia das figuras e seus atributos, incluindo-se aí, gestos, tamanho, enquadramento e nitidez.

Conhecendo Tarsila do Amaral



Tarsila do Amaral nasceu em 1º de setembro de 1886, na fazenda São Bernardo, município de Capivari, interior do estado de São Paulo. Seu pai herdou apreciável fortuna e diversas fazendas nas quais Tarsila passou a infância e a adolescência.
Em São Paulo, estudou no Colégio Sion e completou seus estudos em Barcelona, na Espanha, onde pintou seu primeiro quadro, Sagrado Coração de Jesus, aos 16 anos. Em 1906, casou-se com André Teixeira Pinto com quem teve sua única filha, Dulce. O casamento não deu certo e ela separou-se. Começou a estudar escultura em 1916 com Zadig e Mantovani em São Paulo. Posteriormente, estudou desenho e pintura com Pedro Alexandrino. Em 1920, na Europa, ingressou na Académie Julian, em Paris. Em 1922 teve uma tela sua admitida no Salão Oficial dos Artistas Franceses. Nesse mesmo ano, regressou ao Brasil e se integrou com os intelectuais do grupo modernista de 22. Fez parte do “grupo dos cinco” juntamente com Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Pecchia. Nessa época, começou seu namoro com o escritor Oswald de Andrade, vindo a se casar com ele em 1926. Embora não tenha sido participante da “Semana de 22”, integrou-se ao Modernismo que surgia no Brasil. Em 1924, iniciou sua pintura “Pau-brasil”, dotada de cores e temas acentuadamente brasileiros. Em 1928, pintou o Abaporu para dar de presente de aniversário a Oswald, que se empolgou com a tela e criou o Movimento Antropofágico. É desse período a fase antropofágica da sua pintura. Em 1933, pintou o quadro Operários e deu início à pintura social do Brasil. Nos anos 50, voltou ao tema “Pau-brasil”. Participou, em 1951, da I Bienal de São Paulo. Em 1963 teve sala especial na VII Bienal de São Paulo e, no ano seguinte, participação especial na XXXII Bienal de Veneza.
Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973.

Agora, vamos a nossa proposta de atividade.

Baixe aqui a atividade em PDF

observar uma obra abaporu

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Tati Simões

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